“Human germ!”
Shrapnel, Transformers: The Movie
Ah, o verão!
Sol, calor, suor e micose!
Quem nunca teve sua pele afligida por bactérias oportunistas nestes tempos mais quentes do ano, é porque usa talco antiséptico.
Micoses, frieiras, chulés, rachaduras entre os dedos e muitos outros males são causados por microorganismos, fungos e bactérias que se aproveitam das condições de conforto, calor e humidade de seu corpo e transformam seus pobres membros locomotores em um micro-ecossistema. Em alguns casos mais crônicos, as pequenas entidades deste nano-universo chegam a criar colônias, minúsculas civilizações de excreções fungosas da pele.
Porém, não pense que este tipo de comportamento é uma exclusividade do mundo microscópico que aflige os hominídeos. De forma alguma.
Existe um outro tipo de parasita aproveitador que também dispõe das condições de calor, humidade e conforto para se instalar no organismo e se multiplicar. A ciência costuma chamá-los pelo nome científico de Homo Sapiens. Para quem duvida disso, basta assistir o discurso do digníssimo Agente Smith, no filme Matrix (o primeiro da série), quando ele explica claramente o comportamento víral da raça humana. Podem conferir!
O que mais ouvimos por ai hoje em dia é de como a Terra está mal das pernas, como a natureza está debilitada e de como isso irá culminar com o fim do mundo.
Bem, você pode acreditar nisso. Isso, claro, se você for uma daquelas pessoas que acredita em tudo o que a televisão lhe diz, que acredita em correntes feitas por e-mails (desde a mais singela, simplesmente desejando felicidades para você, passando por aquelas que se você enviar para um número X de pessoas ganhará dinheiro com isso; chegando finalmente àquelas que dizem que você DEVE retransmitir para todos os seus contatos senão você será amaldiçoado).
A idéia de fim do mundo, apesar de atraente, não vai acontecer tão cedo. Nosso planeta já passou por pelo menos quatro grandes cataclismas de proporções cósmicas (e mais outras duas extra-oficialmente), que extinguiram 90% das espécies que existiam. Ou seja, a Terra sofreu frequentes “formatações de disco” ao longo de sua história. Deus deve estar usando o Windows 95, o que explicaria muita coisa.
Logo, o mundo que sofreu ecatombes frutos de super-vulcões, mega-terremotos e meteoros do tamanho do Everest, está ai firme e forte. Agora, só porque um bando de símios esquizofrênicos (que pensavam que podiam comer, beber, usar o banheiro e sair sem pagar a conta) fizeram uma meia-dúzia de besteiras não significa que o mundo vai acabar!
Na verdade ELES vão acabar! O mundo vai continuar onde sempre esteve, ao menos pelos próximos bilhões de anos até o Sol o engolir.
“Nós vamos morrer, mas o mundo vai continuar!”, já dizia o saudoso George Carlin (santo seja seu nome).
Para ficar mais claro, voltemos ao caso das micoses. Para o mundo, nós, hominídeos, nada mais somos que uma micose super-desenvolvida. Um tipo de sarna, podemos dizer. E o que você faria nesse caso? Cortaria o seu pé? Optaria pela eutanásia?
Provavelmente não! Mas nunca se sabe… tem louco para tudo…
Neste caso bastaria um talquinho antiséptico, ou um antibiótico mais potente (pode ser até própolis) e… TCHARAAMMM! Nada mais de coçeiras e fungos habitando sua pele!
Vai ser o mesmo caso da Terra. Assim que a dermatite que aflige a sua superfície sumir, ela voltará ao normal como antes.
O caríssimo Carl Sagan, nos anos 70 e 80 já falava sobre tudo isso (não exatamente com as mesmas palavras e não exatamente falando sobre a humanidade como um chulé nos pés da Terra), e também já dizia qual seria uma das soluções para não sermos vítimas do grande fungicida cósmico: controle de natalidade!
A maior parte dos problemas humanos (em termos técnicos) tem como alicerce a má distribuição de riquezas e de alimentos.
Pensemos numa festa de casamento. Na sua, quem sabe?
Você e sua/seu consorte tem direito a um salão de festas e a um bolo. Vocês decidem então convidar por volta de 40 pessoas para ocupar o salão. O que iria garantir espaço o bastante todos andarem e dançarem tranquilamente e terem direito a uma fatia de bolo, repetir e ainda levar um pedaço para casa.
Mas e se ao invés de 40 fossem 80 convidados? Teria menos espaço para dançar, cada um teria direito a uma fatia de bolo e talvez alguns pudessem repetir. Alguns, apenas. E se fossem 200 convidados? Dançar seria difícil, o bolo não daria para todos e teria muita gente insatisfeita. Com 500 convidados, teria gente querendo arrumar briga porque pisaram no pé dele, e muitos teriam visto o bolo só de longe. Com 1000 convidados, certamente teríamos brigas por espaço dentro do salão, muita gente nem teria conseguido entrar e o bolo seria uma lenda que muitos sonharam em botar os dentes. Não vamos nem falar sobre o estado dos banheiros.
Neste nosso experimento, não seria possível comprar mais alguns bolos? Arrumar um salão maior? Pedir calma e paciência para as pessoas?
Resposta nº1: Não! Resposta nº2: Não! Resposta nº3: Você poderia tentar, mas não resolveria muita coisa!
Seria melhor termos menos convidados? Seria uma idéia sensata.
Vocês entenderam onde queremos chegar com esta história de bolos, salões lotados e banheiros entupidos, não?
Portanto, lhes apresentamos uma solução um pouco “extremada”, mas sem dúvida interessante, promovida por uns (malucos) entusiastas que acreditam que a única resposta é: o Movimento de Extinção Voluntária da Raça Humana.
Estes pandegos estusiastas acreditam que a única resposta para a salvação da natureza como a conhecemos, será o dia glorioso quando o mundo estiver sem nós para encher o saco dos outros animais.
Segundo eles mesmos:
“VHEMT (sigla em inglês — pronuncia-se “veemente”) é um movimento, não uma instituição. É um movimento apoiado por pessoas que se preocupam com a vida na Terra. Não somos um bando de misantropos e anti-sociáveis, ou malthusianos desajustados, que morbidamente se deliciam sempre que um desastre atinge humanos. Nada poderia estar mais longe da verdade. A extinção humana voluntária é a alternativa humanitária aos desastres humanos.
Não discorremos sobre como a raça humana mostrou ser um parasita ganancioso e amoral sobre a então saudável face deste planeta. Esse tipo de negativismo não oferece solução aos inexoráveis horrores causados pela ação humana.
Ao contrário, o Movimento apresenta uma alternativa animadora à fria exploração e à liquidação da ecologia terrrestre.
Como Voluntários veementes sabem, a prometedora alternativa à extinção de milhões de espécies de plantas e animais é a extinção voluntária de uma apenas: Homo sapiens… nós.
Cada vez que alguém decide não acresecentar outro de nós aos bilhões (que continuam a se multiplicar) já ocupando este planeta deformado, um raio de luz brilha pelas trevas.
Quando todo humano escolher parar de procriar, a biosfera terrestre poderá voltar a sua primeira glória, e todas as criaturas restantes serão livres para viver, morrer, evlouir (se é que crêem na evolução) e talvez deixarem de existir, como tantos outros “experimentos” da Mãe Natureza fizeram através dos tempos. A ecologia terrestre terá sua boa saúde restaurada… à “forma de vida” conhecida por muitos como Gaia.”
Bem, talvez eles devessem deixar claro que são a favor da “prática da reprodução humana”, mas contra a reprodução em si. Eles ganhariam muitos mais acólitos adeptos.
Mas de qualquer forma, ainda defendemos a idéia que o mundo será muito melhor com o advento da nova era glacial.
É só uma questão de tempo!
De qualquer maneira, se a idéia de um mundo “desumanizado” lhe interessou, antes que você tome uma decisão mais drástica, aprofunde seus conhecimentos sobre o tema com a questão de “como seria o mundo sem nós”?
Alan Weisman
ISBN: 8576653028

São muitas as questões levantadas pelo jornalista Alan Weisman nesta investigação científica. Após entrevistar especialistas – zoólogos, biólogos, engenheiros e paleontólogos, – Weisman faz revelações fascinantes e, ao mesmo tempo, perturbadoras sobre o impacto da humanidade no planeta. Nós fomos responsáveis pela extinção de várias espécies, e a natureza sobreviveu. Mas o que aconteceria se, atacados por um vírus, desaparecêssemos? Quais seriam as primeiras criações humanas a sumir? E as últimas?
Um livro para quem acha que a humanidade até que é interessante, o problema mesmo são as pessoas.
Enquanto você não adquire está obra de profundo esclarecimento ecológico e levemente genocida, lhes deixamos com um pequeno vídeo inspirado no assunto.
Acampanhem na parte inferior do vídeo o número de anos passados sem a presença humana e os efeitos disso na mãe natureza:
Por fim, após todo esse assunto ecológico, só resta dizer que você não precisa sair por ai abrançando árvores e animais, basta deixá-los em paz!
[O MINISTÉRIO DA VERDADE ADVERTE: Nenhum ser humano foi molestado ou de qualquer forma mau-tratado para a composição deste texto... ainda!]










