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Antes de mais nada… FINALMENTE SEPULTARAM O MICHAEL JACKSON!
Pronto, voltemos a normalidade (se é que isso existe)…
Há algum tempo que certas pessoas nos perguntam, com seus olhos cheios de inocência e a voz carregada de ternura, “Que porra é essa de Cthulhu?!”
Devido a esta constante pergunta nos assediando, decidimos lhes esclarecer. Portanto, se você é uma dessas pessoas que fazem parte deste seleto grupo de pessoas “especiais”, que compartilham de tamanha ignorância, atentem às seguintes palavras:
“Uma das maiores bençãos do mundo, creio eu, é a incapacidade que tem a mente humana de correlacionar todos os seus conhecimentos. Vivemos numa plácida ilha de ignorância, em meio a negros mares de infinitude, e o Criador não pretendeu que viajássemos até muito longe. As ciências, cada qual se esforçando em sua própria direção, até agora causou-nos pouco dano; mas algum dia, a concatenação de conhecimentos dissociados há de descortinar panoramas tão terrificantes da realidade, e de nossa pavorosa posição nela, que ou a revelação nos enlouquecerá ou fugiremos da luz fatal para a paz e a segurança de uma nova Idade das Trevas.”
Estas palavras inquietantes foram escritas por nada mais, nada menos, que Howard Philips Lovecraft. O sr. Lovecraft já foi nomeado como “o maior escritor de horror do século XX”, por um sr. chamado Stephen King; e outro ucrônico sr. de nome Jorge Luis Borges chegou a lhe dedicar um conto em uma de suas obras.
As palavras acima correspondem ao primeiro parágrafo de um de seus mais famosos contos: “O Chamado de Cthulhu”!
Ahá… eis aí a fonte de nosso caro e recorrente Cthulhu!
Mas então vocês nos perguntam: “Ó, onde poderei encontrar tal obra sinistra para que eu possa inquietar minha mente ainda mais?”
Sendo assim, não vos preocupeis, pois eis que há uma nova edição dos contos do estranho senhor de Providence, recém chegada às livrarias.
Ei-la…
Howard Philips Lovecraft
ISBN: 8577151166
“O Chamado de Cthulhu reúne desde as primeiras produções de Lovecraft, como ‘Dagon’ até obras escritas logo antes de sua morte, como ‘O assombro das trevas’. Traz ainda o clássico ‘O chamado de Cthulhu’ e ‘A música de Erich Zann’. O volume é um passeio pelo universo de um dos mestres do horror.”
Complementamos a sinopse do livro lhes dando quais são, exatamente, os contos que fazem parte desta nova edição do Mestre do Indizível:
1. Dagon
2. Ar Frio
3. O que a lua traz consigo
4. A música de Erich Zahn
5. O modelo de Pickman
6. O assombro das trevas
7. O chamado de Cthulhu
E no apêndice:
- Carta a R. Michael
- Notas sobre a escritura de contos fantásticos
Enfim… um livro para quem sabe muito bem que o conhecimento traz medo!
Mais uma obra agradável para se ler durante esta temporada das Longas Noites, que percorremos com nossas almas em alerta e nossos ossos enregelados.
Para estimulá-los a adquirir a obra do tentacular Lovecraft, lhes deixamos com uma melodia para esta sexta-feira. Trata-se da música homônima ao conto cthulhiano, da banda (também tentacular, de certa forma) Metallica:
Assim, nesta sexta-feira, com suas influências sombrias, verdes fluorescentes, tentaculares e terrificantes, só nos resta dizer… Iä, Iä, Cthulhu fhtagn!
E é claro… Viva o Dionisíaco!
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Mais um feriado…
Comecemos com um vídeo informativo:
Pois muito bem caros primatas superiores, habitantes desta Terra Brasilis, caso não saibam ou não sejam residentes das pradarias bandeirantes, hoje são concluídos 77 anos da Revolução Constitucionalista (a qual foi abordada pelo vídeo informativo acima assistido. Caso ainda não tenha assistido, seria bom fazê-lo agora, senão todo o resto deste post não terá o menor sentido para a sua pobre cabeçinha, ó querido símio mega-cefálico!). Portanto, para aqueles que arrastam suas carcaças orgânicas sob o sol das terras paulistas, hoje é feriado.
Antes de tecermos maiores comentários insólitos e provocadores, é necessário alguns pequenos (mas importantes) esclarecimentos técnicos. O mais importante foi tratado no vídeo informativo, mas ainda assim existem certos seres que insistem em certas bobagens. Uma delas é dizer que o ocorrido foi uma “revolução burguesa”: MENTIRA! Outra, que é dita e repetida é a de que o Estado Bandeirante queria se separar do resto do território de Terra Brasilis: MENTIRA! Por fim, costumam insinuar motivações nazi-fascistóides para o movimento de 32: MENTIRA! Aliás, quem tinha tendências nazi-fascistóides era o sr. Getúlio, isso sim! Vide o que ele fez com a Olga Benário…
Pois muito bem, senhoras e senhores, há 77 anos paulistas pegaram em armas e se voltaram contra o governo ditatorial getúlio-varguense. E nem adianta bufar, esbravejar, babar, xingar e nos dirigir maiores impropérios pois ele era ditador sim, e assumido. Sim, assumido! Se não acreditam… estudem.
Mas não vamos mais nos estender em nosso falatório desnecessário. Vamos lhes deixar com uma última homenagem aos heróis de 32, que lutaram por um país melhor… mal sabiam eles o que o futuro reservava!
Enfim, nossa homenagem aos que lutaram em 1932:
“VIVERAM POUCO PARA VIVER BEM,
MORRERAM JOVENS PARA VIVER SEMPRE.”
Se não sabe de onde são estas palavras, PARE de assistir vídeo clips no site da ÊMÊTÊVÊ e consulte a wikipédia (pelo menos)…
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Esta micro-semana (para aqueles que vagam com seus organismos pelas terras paulistas) está sendo um tanto e deveras bizarra. O que nos tem obrigado a realizar, neste humilde blog, posts literariamente minimalistas e bem iconográficos… e este vai ser mais um deles!
Seguindo e aderindo a nova mania que está à solta no “tuiter“…
Após o sequestro da imagem, falamos com nosso departamento de marketing para mudar o “Fora” para algo mais sincero como “Morra”, mas eles disseram que teríamos problemas legais com isso.
Nada é perfeito…
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I’ve no time to tell you how
I came to be a killer,
But you should know, as time will show,
That I’m a society’s pillar.”
(poema a um jornal londrino, 1888… e aqui via J. Cortázar)
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Saudações, seres mortais e demais belezas ímpares.
Cá estamos… Vivos e cansados!
Mas isso não nos impede de vos escrever.
Não vamos mentir, estamos um tanto atarefados e preguiçosos hoje. Assim, faremos justamente o que as pessoas fazem quando não sabem ou não tem o que escrever: copia-se de alguém!
Desta forma, hoje iremos direto ao ponto. Seremos curtos e grossos!
Para começar, lhes damos nossa costumeira indicação bibliográfica de sexta-feira. Para começar um grande conhecedor da alma humana brasileira: Nelson Rodrigues!
Memórias – A Menina sem Estrela
Nelson Rodrigues
ISBN: 8522008892
“A obra jornalística de Nelson Rodrigues está resumida em ‘Memórias – A menina sem estrela’, coletânea de crônicas publicadas na coluna de mesmo nome do Correio da Manhã, em 1967. Nas histórias de ‘Memórias’ Nelson foi além dos aspectos biográficos e retratou sua época. Além das 39 crônicas originais, inclui mais 41 histórias, que o autor escreveu em sua coluna no jornal. O livro traz, ainda, um quadro cronológico que sintetiza a relação de Nelson com seu tempo.”
Um livro para quem acha que Nelson Rodrigues é o nosso Dostoiévski dos trópicos.
Para complementar, como estamos nas Longas Noites, lhes trazemos também uma outra indicação desconcertante para assombrá-los e fazê-los não querer apagar a luz do quarto para dormir.
Lhes trazemos a grande obra de Henry James…
Henry James
ISBN: 8525417297
“Em uma mansão no interior da Inglaterra, uma governanta é encarregada de cuidar de duas crianças órfãs. Apesar de Miles e Flora se comportarem bem, serem inteligentes e afetuosos, há um desconforto crescente no ar. Sobretudo depois que um misterioso e assustador estranho é visto nas redondezas, aparentemente procurando algo – ou alguém. A governanta terá então de lutar por seus pupilos, numa aterrorizante batalha contra o mal – uma batalha cujo desenlace será tanto mais terrível.”
Um livro para quem não tem medo de assombração, alma-penada, fantasminhas camaradas e demais manifestações ectoplasmáticas.
Por falar em fantasmas e coisas sinistras, também lhes trazemos uma linda melodia (diretamente das brumas inquietantes dos anos 90) para inspirar vossas almas no dia de hoje ou para ouvir enquanto leem as palavras da narrativa perturbadora de Henry james.
Com vocês, o pessoal do Type O Negative, “Black Nº 1″:
Ah, nada como uma canção sombria para despertar nossos sentimentos mais abissais!
Pois muito bem, a fadiga se manifesta pesadamente sobre nossos olhos e mãos, clamando para que terminemos o mais rápido possível este post.
Desta maneira, como hoje é sexta-feira, um dia dionisíaco, cheio de possibilidades e possíveis influências de vapores etílicos, lhes deixamos com um mestre. Um homem que sabe das coisas. Um dos últimos heróis vivos frente à frescurização do mundo: Paulo César Pereio… através das belas palavras de seu companheiro de sinuca, Xico Sá.
Com vocês, Paulo César Campos Velho, vulgo Peréio, gaúcho de Alegrete, ator, poeta e macho. Uma vida de resistência contra a androginia (“Esse camarada se androginou/ a moça deu bola a ele e ele nem ligou!”, ouve-se ao fundo a lírica de Luiz Ayrão) e os desvios demasiadamente humanos da raça.
-Demasiadamente humanos para ti, cronista vagabundo, esse basquete do Nietszche não rola aqui na minha masmorra, corta essa, estoy fuera –manifesta-se o homem, o mito, a lenda viva, o bom animal à espreita.
É isso ai, a mata é virgem porque o vento é fresco, vamos em frente, conosco o Peréio, na mira da bola preta, roda a madeira sobre o giz italiano, buraco do meio, suave como aquela do Miles Davis, caçapa.
-Sabe, amigo, é preciso manter o senso de escrotidão – cutuca, solene como no primeiro Shakespeare. –Não obrigatoriamente com as mulheres, mas com esse garçom, por exemplo, que não chora no meu uísque.
Bola no canto, ele ajeita a manga da camisa cor de rosa, dribla dois fãs chatos no mesmo mosaico, drible curto, seco, de futebol de salão, gênio, fecha um olho como no tiro ao marreco, erra na mira, por pouco, muito pouco, pouco mesmo.
-Chegou mulher bonita começa a dar merda no ambiente –admoesta a diva que flana na área.
Homem que é homem não chama uma moça à atenção, homem que é homem admoesta, mata no peito, desliza na coxa e faz do pito uma tese dramática de catega, jamais uma cantada, tão-somente uma isca para os movimentos futuros.
É o que nos professa o monstro de Alegrete, agora já retomando a sua melhor fase no jogo depois do alumbramento bucetístico.
-E digo mais, meus rapazes, ser amado pode até nos encher a bola, ampliar o orgulho macho etc, acontece, mas não olvidem jamais: toda mulher que ama, porra, se acha no sagrado direito de chutar o teu saco em qualquer calçada, a qualquer hora. E isso não é uma metáfora, porra, homem que é homem não trabalha com metáforas.
Como assim, meu guru, explique a teoria. Antes, porém, peço um uiscao duplo para nós outros.
Peréio cascaveliza o copázio e manda, de prima, no ângulo:
-Certa vez uma ex mandou a porrada nos meus culhões. Ali ainda no solo pátrio, me contorcendo em dores, deblaterei, blasfemei, e quis saber o motivo de tal ira.
Pausa para a chegada de Mário Bortolotto, que desafia o monstro de Alegrete na sinuca, assobia um um blues, e fica de botuca para ouvir as danações em andamento.
-No que a amada se explica, senhores, magnâmica: ´É que eu te amo demais´.
A essa altura, garçons, putas, rufiões, jogadores profissas e umas duas, três moças de bem indagam, em uníssono:
-E ai, o que fizeste, hombre de Diós?
-De chofre, gostaram do ´de chofre?´, admoestei: pois trata de me amar menos, porra! (…)Desse dia em diante, sempre adverti as fêmeas: por favor, me amem menos, cada vez menos, e de lá para cá tenho preservado o meu lindo saco cor de rosa.”
Fonte: O Carapuceiro.
Para concluirmos este nosso post sexta-feirático preguiçoso, e meio “dark”, lhes deixamos com um vídeo do próprio herói, a lenda viva, Peréio em um de seus habitats naturais: a sinuca!
Dito tudo isso, encerramos por hoje, mas apesar do frio, da preguiça que nos aflige, da sabedoria do monstro de Alegrete e seus galanteios pesados… Viva o Dionisíaco!
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Fonte: @luddista.
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Neo: “Isto não é real!”
Morpheus: “O que é real, Neo? É aquilo que você vê, que você sente, que você prova, que você cheira? Isso o torna real? Tudo isso pode ser reproduzido para enganar os seus sentidos.”
Certa vez Aleister Crowley disse (se bem que poderia muito bem ser uma frase de Robert Anton Wilson) que a cor vermelha que você vê e a que eu vejo não são a mesma cor. Entretanto, devido ao alto índice de similaridades entre as duas percepções, as pessoas acabam por fechar um acordo de que o que elas estão vendo é a mesma cor (o que não é verdade).
O mesmo exemplo, simples e objetivo, pode ser expandido para todo o mundo ao nosso redor: cada um de nós enxerga o mundo ao seu redor de forma diversa de seu vizinho. Assim, o que chamamos de Realidade (”R”) é uma Verdade (”V”) apenas nossa, pessoal e intransferível; enquanto que a realidade de forma geral (”r”), a que chamamos de verdadeira (”v”), nada mais é que um pacto acertado entre mentirosos (a maioria da humanidade, no caso).
Como representação empírica do que estamos falando, eis uma simples demonstração de como nossa mente nada mais é que um punhado de neurônios inocentes, sujeitos a cair nas mais simples artimanhas do insólito.
Vejam a imagem e digam, sem pestanejar, de chofre, com toda jactância que lhes cabe por direito histórico, quais são as cores das espirais?
Se a sua resposta foi vermelho (rosado), verde, azul e finas espirais alaranjadas… Parabéns! Pois você demonstrou que sua mente foi facilmente iludida, o que reforça as palavras do sr. Crowley!
Na verdade, não existe a cor azul na imagem. O que parece ser azul é na verdade verde também.
O quê aconteceu? É que nosso cérebro reconhece as cores a partir da comparação com as cores de outros elementos que estão ao redor. No caso, as finas espirais alaranjadas, quando passam pelas espirais supostamente azuis, se tornam vermelhas, o que faz com que nossa mente acredite automaticamente que o que estamos vendo não é verde mas sim azul!
Não acredita? Acha que estamos aqui num plano conspiratório para perturbar a sua mente e levá-lo à loucura?
Veja mais de perto então…
Interessante, não?
Portanto, só nos resta dizer: “Não acreditem em nada, desconfiem sempre!”
… até de nós mesmos.
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